Varizes: Doença que atinge tanto os homens quanto as mulheres

Dr. Ricardo Brizzi – Angiologista e Cirurgião Vascular. É membro da Sociedade de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro e diretor médico da Leve Saúde.

As varizes são um problema sério que, só no Brasil, atinge mais de 20 milhões de pessoas, sendo a maioria mulheres. A população feminina é mais atingida por essa doença por causa dos hormônios – principalmente a progesterona que favorece a dilatação das veias. No entanto, o principal fator de risco para se ter varizes é a presença desta doença na família: a hereditariedade.

Outros fatores que também contribuem para o aparecimento das varizes ou para agravar as que já existem são: idade, sexo, história familiar, obesidade, traumatismo nas pernas, temperatura, tabagismo, gravidez, sedentarismo e pílula anticoncepcional.

Mas o problema também pode afetar os homens, que por falta de informação ou conhecimento, na maioria das vezes, só costumam buscar o tratamento quando a doença já se encontra em um estágio avançado.

Quase 90% dos homens procuram o médico por insistência da esposa. Por terem as pernas menos expostas devido aos pelos, o problema também pode demorar mais para ser descoberto.

As varizes não são só uma questão estética, a doença precisa ser tratada, já que as veias dilatadas podem estar associadas a complicações mais graves como processos inflamatórios na pele, como linfangite e erisipela, feridas como úlceras varicosas e ter relação até com a trombose.

A partir dos 30 anos é comum aparecerem varizes que podem ir piorando com o passar dos anos. No entanto, os mais jovens podem ter microvarizes ou “aranhas vasculares”, também chamadas de “vasos”.  Como já falamos, as mulheres são mais propensas do que os homens devido aos fatores hormonais da gestação, menstruação e menopausa, além das terapias de reposição hormonal e anticoncepcionais, segundo alguns pesquisadores.

A gravidez aumenta a quantidade de sangue circulante e assim o trabalho das veias é mais solicitado. Aumenta também, nesse período, a quantidade de progesterona, hormônio que dilata as veias. O aumento do útero também tem influência já que vai comprimindo as veias do abdômen e da região pélvica, colocando um obstáculo para a subida do sangue das pernas para o coração. As varizes que aparecem durante a primeira gravidez frequentemente desaparecem após o parto. Já aquelas que surgem a partir da segunda gestação costumam permanecer após o nascimento do bebê.

O sobrepeso, provocado pela obesidade, aumenta a pressão sobre as veias e dificulta o retorno venoso.  E outro fator que contribui é o sedentarismo. Movimentar as pernas é muito importante para “bombear” o sangue das veias. Ficar muito tempo sentado ou em pé ou parado é ruim para as pernas. Os exercícios e o combate ao sedentarismo são muito importantes para a circulação corporal.

Já as altas temperaturas podem dilatar as veias, principalmente por tempo prolongado. Portanto deve se ter cuidado com a exposição excessiva ao calor do sol, da sauna e de fornos. O tempo frio, não prejudica tanto as veias e por isso a incidência de varizes em países mais frios é bem menor do que em países quentes.

Por fim o tabagismo. O uso do cigarro é responsável por diversas doenças, porque as substâncias contidas no cigarro agridem o organismo e também as paredes das veias.

O melhor a fazer para evitar as varizes é se movimentar, ter uma alimentação saudável e a qualquer sinal de veias dilatadas procurar um especialista.

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