Quem está no grupo de risco da COVID-19 e que cuidados tomar

A doença provocada pelo coronavírus – SARS-CoV-2 (nome oficial ou COVID-19 em forma simplificada) é um tipo de pneumonia que pode causar problemas respiratórios graves, podendo levar à òbito. Na maioria das pessoas, que estão fora do grupo de risco, os sintomas podem se assemelhar aos de uma gripe comum. No entanto, complicações podem surgir, principalmente para quem já possui certas comorbidades – doenças pré-existentes.

Por isso, as pessoas que estão no grupo de risco devem ter o cuidado redobrado para não haver contágio com o coronavírus.

O que pode colocar você no grupo de risco da COVID-19?

Existem critérios internacionais que indicam quais pessoas estão no grupo de risco da COVID-19. Essa classificação é feita de acordo com os órgãos mais atingidos pelo vírus no acometimento da doença e de análises feitas em casos de pacientes que faleceram em decorrência de complicações causadas pelo vírus no corpo.

São considerados grupos de risco para a COVID-19, pessoas com ao menos uma das seguintes características:

  • Com histórico de hipertensão
  • Possuem diabetes ou são pré-diabéticos
  • Que tenham asma, bronquite ou outras doenças respiratórias crônicas
  • Com histórico de doenças cardiovasculares
  • Que possuem Doença Renal Crônica – inclusive com histórico de pedras nos rins
  • Idosos

Cada uma das características do grupo de risco está elencada devido à forma com a qual o vírus age no corpo. Doentes respiratórios crônicos possuem mais riscos, pois seus pulmões e brônquios já estão comprometidos e, como o coronavírus ataca os pulmões de forma severa, dificultando a entrada de oxigênio no sangue através do comprometimento dos alvéolos – estruturas responsáveis por esse trabalho. Além disso, alguns pacientes que se recuperaram da doença, apresentaram perdas de até 30% na capacidade respiratória.

Para a maioria das outras características do grupo de risco, o grande fator responsável é o fato da imunidade ser mais baixa. O que é o caso principalmente dos idosos, diabéticos e pessoas com problemas cardiovasculares.

No caso de doentes renais crônicos, o problema é que a COVID-19 pode causar insuficiência renal, agravando o quadro de quem já possui problemas no órgão.

Como a COVID-19 é transmitida

Gotículas de saliva disseminadas no ambiente sobre os objetos e superfícies, expelidas através de espirro ou tosse são os agentes que carregam o coronavírus. Com isso, o fato de cumprimentar uma pessoa contaminada com abraço, beijo ou aperto de mão, ou simplesmente tocar uma superfície qualquer que esta pessoa tenha tocado e, levar as mãos os olhos, boca e nariz já é o suficiente para contaminar-se.

O coronavírus possui uma taxa de transmissão de 2,5, ou seja, cada pessoa que o possui, transmitirá em média para mais 2,5 pessoas e assim sucessivamente. 

Por isso a importância de tomar os cuidados para evitar a contaminação que explicaremos a seguir.

Os sintomas da COVID-19

Os principais sintomas da COVID-19 são tosse (seca ou com secreção) e febre de 37ºC. Quando a febre persistir por vários dias ou os sintomas citados estiverem acompanhados de falta de ar ou dificuldades para respirar, você deve procurar um médico.

Como se prevenir do coronavírus

Todos devem fazer a sua parte para evitar a contaminação e disseminação do coronavírus. No entanto, quem está no grupo de risco deve ter os cuidados redobrados. Veja os cuidados que todos devem ter para prevenirem-se:

  1. Não levar as mãos no rosto sem que elas estejam devidamente higienizadas.
  2. Lavar sempre que possível as mãos com água e sabão e, na impossibilidade de fazer isso, desinfectar com álcool em gel.
  3. Cubra o nariz e a boca sempre que tossir ou espirrar para evitar espalhar gotículas de saliva.
  4. Desinfectar os objetos e superfícies com álcool líquido, inclusive os produtos que vierem do mercado.
  5. Não compartilhar utensílios e objetos utilizados nas refeições com outras pessoas.
  6. Não entrar em casa com sapatos ou roupas sujas e sempre tomar um banho quando chegar.
  7. Mantenha a casa bem aberta e ventilada sempre que possível.
  8. Respeitar o isolamento social e sair somente para o necessário. Quem está no grupo de risco deve evitar ainda mais, utilizando-se de serviços de entrega e pedindo a outras pessoas que façam as voltas essenciais.
  9. Não ir ao hospital por qualquer sintoma.
  10. Buscar informações de prevenção e cuidados apenas nos meios oficiais e idôneos.
  11. Jamais se automedicar; utilize apenas o que o seu médico indicar.

A prevenção é um dever de todos!

Seja quem está no grupo de risco ou não, todos devem tomar as atitudes preventivas para evitar a disseminação rápida da doença. Este é um momento de cuidar de si e do outro através dessas atitudes. Se todo mundo fizer a sua parte, vamos estar colaborando para a diminuição do surgimento de novos casos e salvando mais vidas. É hora de estarmos juntos, não fisicamente, mas em prol de uma causa. E lembre-se: fique em casa!

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